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China põe pá de cal sobre transgênicos- vejam comentário do prof. Paulo ramos.

O bloco oriental (Rússia e China) parece ter acordado para a necessidade de impedir a invasão dos transgênicos em seus países. A segurança alimentar tem mais apelo por lá do que para os governos e políticos na América Latina.

No Brasil o governo que elegemos não se sensibiliza com esta questão e transformou o país no maior consumidor de agrotóxicos do mundo. Segundo maior produtor de transgênicos.

Aqui, até mesmo os representantes de ministérios como MS, MMA, MDA e a ABA, que indicam membros para participar na CTNBio assinaram pareceres favoráveis e votaram favoravelmente às Liberações Planejadas no Meio Ambiente de vários eventos transgênicos, tais como soja, milho e algodão resistentes a herbicidas e eventos de milho, soja e algodão Bt, sem ter a biossegurança para tal. Além destes, os eventos transgênicos de cana-de-açúcar, eucalipto, laranja e feijão também receberam o aval do grupo de "resistência" na CTNBio para serem levados para o campo, em experimentos meramente agronômicos, sem qualquer biossegurança.

A ABA, que também indica membro para a CTNBio não discute o tema da biossegurança e da Liberação Planejada no Meio Ambiente, mas deixa para que seu represente defina pessoalmente no que votará.

Tenho levantado a questão dentro deste grupo de discussões, mas não houve qualquer manifestação por parte dos seus participantes. Na minha opinião a ABA não deveria mais indicar representantes para participar da CTNBio, mas fazer uma grande pressão para uma moratória dos transgênicos, enquanto não se prova que é biosseguro liberar transgênicos no meio ambiente.

Fui representante da ABA na CTNBio durante os últimos dois anos. Pedi meu afastamento daquela comissão devido a não concordar com o procedimento de sermos favoráveis às Liberações Planejadas no Meio Ambiente de quaisquer eventos transgênicos, uma vez que não existe biossegurança para tal.

Abaixo a notícia espetacular que veio da China e nos move a ampliar a luta na América Latina.

Paulo Ramos
Analista ambiental/GT de transgênicos e agrotóxicos da Associação dos Servidores Federais Especialistas em Meio ambiente - ASIBAMA/Delegado do ICMBio no SINDSEP-DF

Fin del camino Producción de OGMs en China llega a su fin


http://rt.com/news/181860-gm-china-rice-stopped/
http://www.yonoquierotransgenicos.cl/2014/08/fin-del-camino-produccion-de-ogms-en-china-llega-a-su-fin/
por Ignacia | publicado: 22 agosto, 2014 No hay comentarios

 Agosto 21, 2014 11:56
 Reuters / Stringer
En un sorpresivo vuelco, el Ministerio de Agricultura de China ha decidido no continuar con un programa que desarrollaba arroz y maíz GM. Algunos ambientalistas dicen que las preocupaciones públicas sobre los OGMs jugaron un rol clave en la decisión.
El 17 de agosto, cuando estos permisos debían ser renovados, el Ministerio de Agricultura decidió no extenderlos. En 2009, el Comité de Bioseguridad del Ministerio otorgó certificados de aprobación para el desarrollo de las dos cosechas, arroz y maíz.
Desarrollados por la Universidad Agrícola de Huazhong, cerca de Wuhan, se esperaba que las cepas OGM ayudarían a reducir el uso de pesticidas en 80%, mientras incrementaran la producción hasta un 8%, dijo Huang Jikun a Reuters en 2009, científico en jefe de la Academia China de Ciencias. Es ilegal vender arroz GM en el mercado abierto en China.
Sin embargo, en julio, se encontró arroz GM a la venta en un gran supermercado en Wuhan, cruzando el río Yangtzeen donde se encuentra la Universidad Agrícola, donde se desarrolló el producto, lo cual causó un revuelo público.
“Creemos que los vacíos legales en la evaluación y monitoreo de la investigación (de OGMs), así como también la preocupación pública sobre temas de seguridad son las razones más importantes para no renovar las certificaciones”, escribió en un email a ScienceInsider Wang Jing, oficial de Greenpeace con base en Beijing.
De acuerdo al South China Morning Post, la televisión estatal comisionó pruebas en cinco paquetes de arroz, escogidos al azar, y encontraron que tres de ellos contenían arroz GM. Es ilegal vender o criar comercialmente arroz GM en China continental. Los certificados de seguridad emitidos en 2009 sólo permitían que el arroz fuera plantado para efectos de investigación, pero nunca para su comercialización en el mercado abierto.
La cepa encontrada fue una de las dos desarrolladas por el Dr. Zhang Oifa, profesor de la Universidad Agrícola de Huazhong. Dijo que “no es imposible” que las semillas hubieran aparecido en el mercado abierto.
“No puedes decir que [las semillas] fueran coladas a propósito. Es posible que las compañías semilleras hayan sacado las semillas y las hayan reproducido ilegalmente,” dijo, como fue reportado por el South China Morning Post.
Sin embargo, Huang Jikun también cree que la opinión pública no fue la única razón del por qué el proyecto fue dejado de lado. Declaró que China está alcanzando la autosuficiencia en términos de producción de arroz, por lo que no tenía sentido producir versiones GM. China exporta muy poco arroz ya que la mayoría es consumido dentro de su mercado interno. Huang también admitió que, “las crecientes preocupaciones públicas (sobre la) seguridad del arroz GM” probablemente jugó un papel.
Cong Cao, profesor asociado de la Universidad de Nottingham de UK, fue mordaz sobre la decisión. Escribiendo en el journal ‘The Conversation’, dijo que la movida “es una señal de un fuerte golpe a la lucha por establecer los alimentos GM en China.”
Cao cree que no hay lógica tras el juicio, añadiendo que “el sentimiento anti occidente ha sido juzgado como más convincente que una pila de estudios que apoyan la agrobiotecnología. El apoyo gubernamental a los alimentos GM está mermando rápidamente, y parece seguro decir que la oportunidad de comercializar arroz GM – y con ella la chance de ayudar con los problemas más urgentes de China – se ha acabado.”
La producción de maíz GM no ha sido recibida con tanto escepticismo, y su gran mayoría va para alimento de ganado, de acuerdo a Huang Jikun. Sin embargo, como el arroz, su licencia no fue renovada.


Traducción: Ignacia Guzmán Zuloaga
Enviado por: Prof. Durval Libânio

Comentários

  1. O Paulo Ramos está bastante equivocado: a China está desenvolvendo dezenas de variedades de plantas transgênicas, incluindo arroz e milho. E importa milhões de toneladas de grãos transgênicos, inclusive do Brasil. O que eles estão tentando fazer é chegar a produtos nacionais de interesse comercial antes de começar a plantar os que foram desenvolvidos melas multinacionais do ramo. Isso ficou bem claro na 2a. reunião de biotecnologia no Sri Lanka há pouco mais de duas semanas. Quanto à Rússia, nos dias 1 e 2 de outubro houve uma reunião organizada pela União dos Produtores de Grãos da Rússia, uma organização extremamente poderosa, e reguladores e cientistas do Governo russo, para tentar avançar no desenho de uma legislação que permita adotar a biotecnologia o mais rápido possível, eventualmente revertendo uma moratória que terminaria em 2017.
    Não há pá de cal alguma, muito pelo contrário: há uma adubação eficiente no campo dos transgênicos até mesmo nestes países, cuja agricultura ficou muito para trás do resto dos grandes produtores por causa da inépcia de seus governos durante mais de 50 anos.

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